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CARPE DIEM



					    
  CLASSICISMO vem do latim ‘classis’, conjunto de professor e alunos. Tempo de RENASCIMENTO, culto do antigo, do clássico, feliz retorno à Antiguidade, tempo dos deuses, tempo do *belo. Doutrina platônica da beleza. Entre outros aspectos humanistas literários, fruir as delícias deste mundo, aproveitando a vida com todos os seus prazeres. Moral de Epicuro. Também a poética do amor humano se produz dentro desta ideologia, mulher divino esplendor da beleza, idealização da natureza...   “Se as penas com que Amor tão mal me trata (...) Em vosso arrepender minha vingança.” - LUÍS DE CAMÕES, poeta português, inspiração tipo ‘rosa-dos- ventos’, de (e em) todas as direções.   “Sonnets pour Hélène --- Quand vous serez bien vieille, au sour, à la chandelle, (...) Cueillez dês aujourd’hui les roses de la vie.” - PIERRE DE RONSARD, poeta renascentista francês, inspiração nos modelos líricos greco- romanos.   “Quando fores bem velhinha, à noite, junto à vela, / montada ao pé do fogo, a coser e a dobar, / dizendo os versos meus, tristonha, hás de cismar / - Ele me celebrou no tempo em que fui bela. // E ninguém há de querer ouvir a harmoniosa querela / do meu profundo amor e meu grande pesar, / sem repetir contrita e contrito abençoar, / Teu louvor imortal que o verso meu revela // E sem ouvir, sem ver, estático e gelado, / sob a terra estarei, para sempre sossegado, / e tu serás então uma velha curvada // lastimando paixão tão mal correspondida, / ah! se me queres crer, não esperas mais nada, / e colhe agora mesmo as rosas desta ida.” --- Platão e Aristóteles - lei das 3 unidades: lugar, ao fogo; tempo, quando velhinha; ação - coser e dobar. Cena do lar, mulher doméstica. Natureza fugaz, vida fugaz. Não somente velha, mas bem velha e sentada, quase caricatura, sem os atrativos da mocidade.   Dois atrevidos poetas renascentistas! Ambos os galanteadores pretendem convencer a amada a retribuir o amor que devotam... e, é claro, gozar o tempo presente. Argumentos ‘originais’ (sui generis): evitaram a argumentação abstrata-lógica-direta-linear e recorreram ao concreto-visual- pessoal, dama cortejada frente a frente com a desagradável imagem da futura decadência física e tudo o que a velhice traz de nostalgia, lembranças e solidão......... (Primeira estrofe - “Ronsard me célébrait de temps que j’etais belle!”) Inversão da vassalagem: engenhosidade e arte de rebaixar a dama ao contrária de endeusá-la. Ao final do soneto, RONSARD ainda desafia que ela ‘ceuillez dês aujourd’hui les roses de la vie’. CAMÕES, mais sutil e suave, menos cru e incisivo, conserva-se mais indireto e sugestivo do que declarativo: aparente submissão do ‘eu’, servil que a trata por Senhora, logo desmentido em “Em tempo quando executar-se possa / Em vosso arrepender minha vingança”. Mulher não mais divinizada, agora desmitificada - em instantes, poetas vão do lirismo amoroso, devotado, ao lirismo jocoso, engraçado (e chocoso!), de escárnio: não engrandecimento, mas humilhação.   (RONSARD - Duas grandes paixões: Helena, no campo, e Maria Durpin, na cidade. Morreu solteiro?!)   O poeta gaulês DÉCIMO MÁXIMO AUSÔNIO, nascido em Bordéus, ano 309 ou 310 da nossa era , já tratava metaforicamente da curta durabilidade da rosa no poema “De Roses Nascentibus” (traduzido no livro do Domício): “Eu via a rápida pilhagem do tempo fugidio / E, apenas nascidas, envelheceram as rosas: (...) Colhe, virgem, as rosas, enquanto a flor é nova / e nova a tua juventude e relembra / que assim também se apressa o tempo de tua vida.”   Ainda CAMÕES: “...para tão longo amor tão curta a vida.........” - ele amou todas!!!   Em MANUEL BANDEIRA, “Paráfrase de Ronsard” - “Foi para vós, que ontem colhi, Senhora, / Este ramo de fores que ora envio; / Não no houvesse colhido e o vento e o frio / Tê-las-iam crestado antes da aurora. // Meditai nesse exemplo, que se agora / Não sei mais do que o vosso outro macio / Rosto nem boca de melhor feitio, / A tudo a visão altera sem demora. // Senhora, o tempo foge... o tempo foge... / Com pouco morreremos e amanhã / Já não seremos o que somos hoje... // Por é que o nosso coração hesita? / O tempo foge... A vida é breve e é vã. / Por isso, amai-me... enquanto sois bonita.” (Mesma temática no poema “Três idades”.)   NOTAS DO AUTOR:   CARPE DIEM, latim - de um poema do poeta romano HORÁCIO (65 / 8 a. C.), interessado no epicurismo e no estoicismo, frase famosa da obra “Odes”: ‘aproveite o dia de hoje’ (...quam minimum crédula postero’ - e confie o menos possível no amanhã, idéia de que o futuro é incerto).   EPICURO - Filósofo grego do período helenístico - 341/271 a. C.   *VINÍCIUS DE MORAES no poema “Receita de mulher” - “As muito feias que me perdoem / Mas beleza é fundamental.........”   FONTES:   “Ainda o carpe diem...” - SP, Revista Língua e Literatura - Depto. Letras ´- Fac. Filos.,Letras e Ciên.Humanas - USP - ano IX, n.9, 1980 --- “Estilos de época na literatura”, cap. 5, Domingos Proença Filho.   F I M
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Comentários dos leitores

Sim, colher agora "as rosas desta vida", de final imprevisível. De repente, após um curtp dia não nos haverá o amanhã... (Correção - autor do livro: Domício.) Parabéns!

Postado por lucia maria em 30-12-2017

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