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SAUDÁVEL SAUDADE SEM SOFRIMENTO



					    
ESTÓRIA 1 NOSTALGIA Sem chá e madeleine.  Dá licença, ‘seu’ PROUST?  Papeladas em baú familiar, sem traças.  ELA achou um cartão lindo... a cores, algum relevo, duas moças abraçadas...  Sem data.  Leu “Prova de amizade............” - bisavó?  trisavó?  tetravó?  Num tempo ainda sem malícia ou desvios nos gestos de afetuosidade.  //  Hoje são as redes sociais que (muito mal) substituem o abraço carnal, as flores perfumosas, o bolo quentinho rescindindo a baunilha.  Noite, a um minuto de entrar o 8 de abril, uma doce AMIGA me “enviou” (?) um buquê com ‘incontabilíssimas’ rosas amarelas (aviso a quem nunca me viu que estou apenas na metade do centenário, non plus ultra, caro leitor) e um bolo com boneco vestindo a camisa do meu time de futebol.  Esnobe “raposa” Rubemar ante “uvas verdes” abstratas e impossíveis:  “Estou de dieta!”  Contato instantâneo via Internet, sim, porém nada pessoal, concreto, de pegar pacote na geladeira do aeroporto ou carteiro berrando na porta o meu nome...  Seria muita emoção, sem dúvida alguma!  //  Através de leitura, tomei conhecimento de nostálgica exposição em Recife, 2011.  Cartões ilustrados, numa linguagem mais antiga (sim, porque cartões postais, geográficos, eram os que mostravam localidades), trocados em mensagens de amor, amizade, parabéns, votos de felicidades, notícias de viagem, nada ridículos entre os séculos XIX  e início do XX - sonho e romantismo.  Nasceram na Áustria (terra de dona Leopoldina.........), segunda metade do século XIX, invenção de Emannuel Hermann, um professor de Economia, registrando em apenas um ano dez milhões de cartões vendidos no Império Austro-Húngaro, logo se espalhando pelo mundo... e da França para as capitais brasileiras.  O glamour parisiense...  Romantismo e delicadeza nas roupas femininas - vaporosas ou drapeadas, com babados e rendas.  Muitas flores.  Alguns raros bustos semi desnudos.  (Em livros de ALENCAR e MACHADO, exaltação diante de um tornozelo descoberto...)  Crianças em toucas ou chapéus, com os brinquedos da época - muitos arcos, talvez antecessores do bambolê.  Comuns também balanços com cordas de flores e paisagens campestres.  De longe em longe, imagens de trens para os viajantes contarem ou inventarem aventuras em outras terras...  //  Linda comunicação perdida. HQ - “Urbano, o aposentado”, de A SILVÉRIO -  ELE se vê criança, farta cabeleira escura com topete, diante das vitrines :  ioiô, cavalo de madeira, jogo de xadrez, bicicleta, robô inicial - expondo-se para a recepcionista, corpo real de adulto:  “Adoro visitar este museu dos brinquedos antigos!”  //  ELE, baú imaginário na mão:  “Quer apreciar um verdadeiro tesouro?”  Na verdade, uma caixa:  “Minha coleção de chaveiros antigos é incrível!”  Maria, limpando o tapete, onomatopeia VRR, apenas o olha enfezada.  //  ELA:  “Seu Urbano... joguei fora a sua coleção de tampinhas.”  ELE, desesperado, porta a fora:  “Parem esse caminhão do lixo!”  ELA, na sala, piedosa:  “Primeiro de abril!” NOTA DO AUTOR: NON PLUS ULTRA - Latim:  Não mais além,  dentro do limite.  Inscrição em mapas antiqüíssimos, alertando sobre perigo. PRIMEIRO DE ABRIL, Dia Universal da Mentira - muitas controvérsias.  Pesquisem. FONTE: “Retratos de uma época!” - Rio, revista O GLOBO, 1/5/11. ESTÓRIA 2 RAÍZES & NOSTALGIA A maioria das pessoas  cresce em todos os significados e a criança que existia dentro delas nunca desaparece.  O pai saía cedo todo dia para um trabalho pesado (e mal pago!), desgastante, voltava à noite muito cansado, muitas vezes vinha a pé desde o centro da cidade - na verdade, moravam em bairro quase central.  “O dinheiro está cada vez mais curto, mulher...  Economizei o dinheiro do bonde...”  A garota não entendia - o tamanho era o mesmo, moedas não encolheriam mesmo lavadas com um tal de ‘sabão portuguez’ (com ‘z’, saudosa fábrica negativamente perfumada na avenida Brasil), tabletes amarelos com cheiro, forte, ácido, bons para o tanque.  //  Hoje, ELA entende os outros temas e assuntos da vida apertada.  Parecia manequinzinho de MONDRIAN, pintor holandês, trajes infantis de efeito lindo e pictórico, executado com retalhos nada destoantes - a parte de cima, digamos, azul sem estamparia, combinava ‘semi’ aleatoriamente com a inferior, florzinhas azuis e folhas verdes num campo branco - o tecido da blusa era o mesmo do babado da saia ou do bolso lateral;  mangas da blusa e gola, no tecido da saia.  Ou quadrados de tecido mais espesso misturado a outro mais delicado.  No mínimo, originalidade;  cedo aprendeu o significado de univocidade, isto é interpretação única...  As meninas da rua (e principalmente as mães!!!), de melhores posses, se babavam na admiração... invejosa... e copiavam.  //  Nunca percebeu-maliciou quando, quase saindo para a escola matinal, a mãe quebrava o pão duro e esticava para ELA a caneca onde a mistura com café e leite substituíam o pão fresco da apelidada “padaria francesa” - balcãozinho que vendia este único produto de tradição européia.  Bisnaga bem comprida.  Gostava e até estranhava se não houvesse a tal ‘sopa de pão’, de repente era pão crocante com manteiga.  Achava que era longe (nada disso!) para a mãe ir comprar o pão ainda quentinho todas as  manhãs.  Longe?   Pertíssimo, padaria do outro lado do largo.  //  Tantos anos passados e do nada bateu nostalgia.  Tempos ingênuos e felizes.  Comprou na banca de retalhos de uma loja bem popular alguns pedaços pequenos de tecidos, aparentemente desconexos.  Na estante de livros universitários, a herança de figurino antigo, do tempo em que costurava para si própria - tecidos inteiros, vestidos bonitinhos (Mondrian aposentado) para empregos variados, depois faculdade, escolas onde lecionou.  Cortou molde básico para uma blusa e, tudo junto e misturado, pacientemente uniu pedacinhos, uma ‘obra prima’ em geometria, cores lisas, listras e flores.  Efeito muito bom com short, bermuda ou jeans.  (Ninguém ousasse perguntar ou  rir!!!)  //  O leite não é mais vendido de porta em porta, o filho do botequineiro português (com ‘s’) trazendo a garrafa de vidro (tem na memória a visão rápida de uma vaca desfilando na rua de casa, mas pode ser cena de filme projetado na parede da matriz católica do bairro por um clássico padre que citava provérbios em latim...) - abriu a caixinha, juntou café  solúvel e adoçante, ferveu.  Picou pão duro (deixara uns  três dias enrijecendo de propósito) e saboreou a refeição.  Imaginariamente, “Filha, é gostoso, não é?” - lágrima teimosa... digitou em seguida para o ‘anjo da guarda’ paulista, EU, solidário.  //  Ainda faltava muita coisa do tempo da escassez.  Pegou quatro pares de calçados de couro escuro - tênis preto, outro azul marinho e duas sandálias de tiras largas.  Pegou flores no gramado de casa, ambas vermelhas, mimo-de-vênus (na Internet, outros nomes - hibisco e graxa-de-estudante, ela não sabia...) e brinco-de-princesa;  esmagou-as.  Descascou uma banana, raspou a parte interna da casca.  Acenderia vela na hora de pingar sobre o couro (diz-se que é receita de quartel).  Em tempo de escola tinha sido assim, uma menina ensinava para a outra.  Vizinha tinha jardim muitas vezes ‘assaltado’...  Elementos vegetais da natureza ou espermacete + escova de cerda dura = sapato escolar brilhosíssimo.   Usou separadamente - nostalgia e comparar o brilho.  //  Deixou de lado,  na geladeira, o presunto, a gongorzola, o pão-de-ló marguerita, o suco de abacaxi...  Ingeriu a ‘sopa de pão’. “muito gostosa...” -  ficticiamente ‘melhor’ que a torrada petropolitana amanteigada, numa rara visita à leiteria popular ou à confeitaria famosa no centro da cidade.  //  Hesitou, mas se decidiu pela jeans de tecido mole.  A blusa de listras e flores causaria muito mais impacto que a camiseta com foto do VINÍCIUS tomando uísque!  //  Ambiente da modernidade, restaurante iluminado a neon, sozinha, num passado somente dela, sem dividir com ninguém, cartão na função débito.  Bacalhau à Zé do PIpo.  Sim, porque o pior dia à mesa, nos velhos tempos, tinha sido arroz misturado com bacalhau e gotas de azeite vendido a varejo em copo caseiro, “só metade”, no armazém da esquina. “Garçom, por favor, mudei de idéia (Geminiana comentário meu).  Apenas peço que misturem arroz e bacalhau cozido picado, mais nada.  Gotas de azeite nacional.  Ah, e dois pratos.  É que estou esperando chegar uma fantasma menina.........”  Vieram os dois pratos, ELA comeu duas metades. Chorou internamente. LEIAM meus trabalhos  “A origem não sai de você...” - não sai nunca!  -----  Uma certa atriz famosérrima, super aplaudida e premiada,  assinava bilhetes para amigos:  “MARILINHA do Rio Comprido” (bairro carioca). F  I  M.    
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Comentários dos leitores

Descobri que a flor saudade, roxinha, atrai borboletas, mistura de concreto e emocional. Não é uma palavra triste porque ter saudade é reviver pessoas amadas e moments/ambientes felizes. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-12-2017

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