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MEU AMIGO HEITOR



					    
O homem era o fotógrafo oficial da Presidência da República, evidentemente presença constante no Palácio do Catete, Rio de Janeiro (antes de Brasília, JK, 1960), ou viajando com o "chefão palaciano”.  Seis filhos, três mais três  - eles, curso de oficiais do Exército, Academia Militar das Agulhas Negras, perto da cidade fluminense de  Resende;   elas, curso normal, Instituto de Educação, cidade do Rio de Janeiro.  Tempo (cruel?) de pai “ditador da casa” - ainda que caminhos tortos-sinuosos, o chefão decidia a ‘estrada’ que filhos deveriam seguir... nenhuma tragédia grega de ‘enterrado vivo’ se desobedecesse:  porém......... aconselhável “OBDC”!  Questão de época porque este princípio de vida rumava então para um bom futuro, hoje largado e abandonadinho, desinteresse atual de ‘correrem atrás’.  Macunaíma, “ai que preguiça!” ----- No grupo das amizades entre gente mais velha, a filha de um amigo não tinha a menor vocação (isso de fato existe?) para ser professora primária - cursava o ginásio em escola municipal, pensaria depois o que fazer na vida, menos lecionar para a garotada menor... ----- Ora, o maestro HEITOR VILLA-LOBOS (1887 / 1959 - “Villa” para os íntimos, geralmente músicos) também freqüentava o palácio, embora com muito menor regularidade, entre as inúmeras viagens ao longo do Brasil - criou obras nacionalistas, organizou muitos cantos orfeônicos escolares.  Ah, sim, qual a relação com o fotógrafo?  Certamente invenção de intimidade.  Este adorava implicar com a menina e, à distância de muitos metros, pois um possível tapa do Gigante a desmontaria (medo tolo:  jamais aconteceria), ele perguntava se ela se decidira a cursar o normal...  “Meu amigo Heitor pergunta sempre se você já se decidiu a cursar o normal...  Escolha:  professora (elite da época) ou lavadeira (preconceito, deboche de inferioridade - tempo secular de cortiços, gente mais pobre nesta profissão...) - porque meu amigo Heitor.........” ----- Pai traduziu o gracejo e explicou a ela que era uma piada, “meu (dele) amigo Heitor” nem sabia da existência da garota nem Lacordaire-fotógrafo e Heitor-maestro eram amigos, coisa nenhuma.  Talvez um visse o outro, talvez nem conversassem tagarelices. ----- Antes da última série ginasial da garota, houve uma semana de férias em casa de gente amiga.  Duas adolescentinhas juntas, imaginem.  Entre várias aventuras, havia um bar de frente para a praia, numa mesa de lanche, o casal HEITOR e MINDINHA.  Fácil reconhecer a amada, ex- aluna, 25 anos mais moça que ele...  Emoção de corações românticos e saltitantes!  Ora, elas apenas o conheciam de anuais ensaios escolares para o 7 de setembro, maestro num tablado alto e as duas nos coletivos grupos das respectivas escolas.........  Em todo caso, arriscaram um tímido adeusinho, só as duas passando, bar praticamente vazio, o casal acenou também.  Foi lindo!  Neste ano, 1954, não houve festejo escolar em setembro por morte de Getúlio Vargas em agosto. ----- Tempo urge; as pessoas tomam destino diferentes, na maioria das vezes sem briga e sem bronca.  Uma, efetiva professora primária;  outra, escriturária por feliz escolha.  Encontraram-se por acaso em missa de obrigação  social,  adultíssimas, na Igreja de Santo Antônio, que freqüentavam quando garotas acompanhando as mães.  Notícias rápidas, resumos de vida, e minha tia confessou para Gicelda - “Praga de ‘meu (dele!) amigo Heitor’, você lembra?”  Lembrou, riram juntas.  “É que cursarei faculdade de letras.  Serei professora...” --- Novas gargalhadas, agora dentro do elevadorzinho da igreja barroca.   LEIAM meu conto “Curtas férias escolares:  memória”. NOTA DO AUTOR: IGREJA DE SANTO ANTÔNIO - Largo da Carioca, Rio Janeiro.  Pequena ermida perto da praia de Santa Luzia, em 1590 - franciscanos chegaram ao Brasil em 1592, mudando-se depois para o morro de Santo Antônio, fundados  santuário e convento católico em 1608.  Modificações a partir de 1697/1701, estilo barroco. Século XVIII: em 1710, segunda invasão francesa, o corsário francês Duclerc foi assassinado.  Época de milagres:  do poço do convento,  Frei Fabiano de Cristo tirava água e  da sua moringa saía a cura dos doentes ou no mínimo alívio para dores.  Em 1711, os religiosos tentaram em vão ajudar na defesa da cidade, terceira invasão francesa,  novamente saque de corsários - altíssima extorsão para libertarem a cidade:  610 mil cruzados, 100 caixas de açúcar e 200 bois.   NOTA DO AUTOR: CORSÁRIO - Ação sob “carta de corso”, a mando de um governo  X  PIRATA - ação por conta própria. LEIAM o livro “Os invasores”, de Dinah Silveira de Queiroz - fala de Duclerc e sua gente.  Bem ao finalzinho deste livro:  “A França saberá que o corajoso Duclerc foi morto (...) vingaráa ofensa!” F  I  M    
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Comentários dos leitores

Essas meninas cresceram, mas no coração ficou a saudade. Parabéns!

Postado por lucia maria em 02-12-2017

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