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RIMAS EM...ULHO (muitas, muitas além dessas)



					    
Doentinho, idoso, aposentado, a MULHER o mandava tomar sol todas as manhãs na parte da frente do prédio onde havia um pequeno jardim com... antúrios (bom, o repetido “-ulho” vem depois). Um MOÇO desconhecido falou “bom dia”, ELE riu e respondeu ser “muito velho para ainda ter ‘tia’ viva”. O interlocutor deve ter franzido a testa. (Esclareceu-se depois que um anterior colocaria determinado pacote suspeito num ambiente familiar insuspeito para este pegar, mas aconteceu que o atual não viu nada e começaram aí as rimas.) “Vovô, cadê o meu bagulho?” “Ah, meu filho, o caminhão da limpeza urbana já levou todo o entulho da nossa obra... Você chegou atrasado...” O rapaz um tanto impaciente: “Meu bagulho, vovô?” “Não estamos mais em julho: é agosto, mês do desgosto... Ah, está reclamando de barulho? Não é aqui, não, porque meus netos estão na escola... Muito barulhentos, sim!” “Que destino deu ao meu bagulho?” “Sou nordestino, sim, e com muito orgulho.” O homem irritou-se de vez: “O senhor está curtindo a minha cara?” “Bom, a Iára, mulher do Túlio, meu filho, aprendeu a fazer sarapatel, que aqui nesta cidade chamam sarrabulho, é muito gostoso... “ A mulher do surdo, apartamento térreo, escutou a ‘ladainha’ exótica, interlocutor de voz estranha e nos limites do “sarabulho” (esta palavra o marido usava muito - regionalismo: sentido de tumulto, confusão, encrenca), veio espiar. “O que o senhor está falando com o meu MARIDO?” O cara pseudovalentão (com arma?!) já ia puxar o revólver... Boazuda, 25 anos mais nova, o enfezadinho logo se assanhou, porque percebeu que não eram pai e filha. A desculpa foi que um amigo ficou de deixar ali naquele jardim um pacote (já não falou ‘bagulho’), mas pelo visto não deixou “na madrugada”, falou sem querer, saiu instintivamente... Foi embora, andando e olhando para trás, num chão sem calçamento, coberto de pedrinhas miúdas. Riu sozinho e pensou: “Pedregulho...” NOTAS DO AUTOR: BAGULHO - Gíria: de má qualidade, coisa material ou situação ruim, erva ilícita. SARAPATEL - Prato nordestino: sarrabulho adaptado, às vezes usando carne de carneiro (talvez Influência judaica, do tempo de Maurício de Nassau), sempre com a inclusão de tripa, toucinho, manteiga de garrafa ou azeite de dendê e muita pimenta. SARRABULHO - Prato originário do Alentejo, espalhado depois por todas as colônias portuguesas d’além-mar, com outros temperos regionais (açafrão, canela, gengibre, hortelã): no geral, guisado com os miúdos do porco ou cabrito, misturados com sangue coalhado e cortado em pedaços, salpicão, chouriço e tempero de cominho. F I M
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Comentários dos leitores

Fato real - o que você souber, escutar de alguém, logo vira estorinha. Uma pessoa larga um pacote, outro vem buscar... Parabéns!

Postado por lucia maria em 16-02-2014

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